MATHEUS GABASSI

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Vamos viver o propósito ou morrer com a promessa?

POTENCIAL OU POTÊNCIA?

"Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta." (Hebreus 12:1)

  Existe uma diferença entre ter potencial e viver em potência. O potencial é aquilo que Deus colocou dentro de você. A potência é aquilo que finalmente saiu de dentro de você. O potencial é uma semente. A potência é uma árvore carregada de frutos. O problema é que muita gente morre cheia de potencial, mas vazia de propósito. Deus não nos chamou apenas para carregar promessas, mas para cumprir um propósito. E Hebreus 12 nos revela três obstáculos que precisam ser resolvidos para que isso aconteça.  

1. O PESO

O texto começa dizendo:
"...desembaraçando-nos de todo peso..."
Perceba que peso não é necessariamente pecado. Há coisas que são lícitas, mas já não são úteis. Há amizades que pesam. Há hábitos que pesam. Há distrações que pesam. Há preocupações que pesam. Há sonhos pessoais que pesam mais do que a vontade de Deus. Nem tudo o que é permitido acelera seu destino. Muitas pessoas não estão caindo. Apenas estão andando devagar demais.   "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm..." (1 Coríntios 10:23).   Jesus também elimina qualquer ideia de neutralidade espiritual quando declara:
"Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha." (Mateus 12:30).
  No Reino de Deus não existe ponto morto. Ou aquilo que você carrega ajuda a construir o propósito... ...ou lentamente começa a espalhar aquilo que Deus queria reunir. Quem corre uma maratona não leva uma mochila cheia de pedras. O peso não precisa matar você. Basta fazer você chegar tarde. E quem vive atrasado para Deus acaba abrindo espaço para o próximo problema.      

2. O PECADO

Depois do peso, Hebreus fala do pecado.
"...e do pecado que tenazmente nos assedia..."
O peso diminui a vigilância. A lentidão cria distração. E a distração abre portas para o pecado. O pecado raramente começa como uma grande queda. Normalmente começa como uma pequena concessão. Uma oração a menos. Uma vigilância a menos. Uma conversa errada. Um clique. Uma escolha. Quando percebemos, aquilo que parecia apenas um detalhe tornou-se uma prisão.   "Cada um é tentado pela sua própria cobiça... Depois, havendo a cobiça concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte." (Tiago 1:14-15).   O pecado não apenas suja a consciência. Ele enfraquece a potência espiritual. A energia que deveria impulsionar o propósito agora é consumida tentando esconder, justificar ou alimentar aquilo que Deus nunca plantou. Mas existe uma consequência ainda mais profunda.    

3. A DISTÂNCIA

O pecado nunca é o destino final. Ele produz distância. Não porque Deus se afaste. Mas porque somos nós que deixamos de caminhar perto dEle. Foi exatamente isso que aconteceu no Éden. Primeiro veio a distração. Depois a desobediência. Por fim, esconderam-se. O pecado sempre tenta convencer você de que Deus está longe. Mas foi você quem diminuiu o passo.   "As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus." (Isaías 59:2).   E aqui existe uma verdade que Hebreus deixa implícita. O pecado é o peso mais pesado que um ser humano pode carregar. Ele pesa na consciência. Pesa na alma. Pesa no corpo. Pesa na comunhão. Pesa na caminhada. Quanto maior o peso, mais lento você anda. Quanto mais lento você anda, mais cansado você fica. Até que chega um momento em que deixa de correr... ...e apenas permanece estacionado. Enquanto isso, as distâncias aumentam, porque o tempo não espera. A distância entre você e Deus. A distância entre você e o propósito. A distância entre quem você é e quem Deus sonhou que você fosse. E quanto mais tempo permanecemos parados, maior parece o caminho de volta. Mas a boa notícia do Evangelho é que Cristo não apenas mostra o caminho. Ele remove o peso. Porque quem foi alcançado pela cruz já não precisa viver arrastando correntes que Jesus já quebrou.      

DA PROMESSA AO PROPÓSITO

Talvez Deus já tenha mostrado a você o que pode ser. Isso é potencial. Mas potencial, por si só, não transforma ninguém. Uma lâmpada pode ter capacidade para iluminar uma cidade inteira. Sem energia, continua sendo apenas uma lâmpada. Um motor pode ter centenas de cavalos de potência. Desligado, continua parado. Assim também é a vida de muitos cristãos. Possuem dons. Possuem promessas. Possuem chamados. Possuem conhecimento. Possuem capacidade. Mas continuam apenas vivendo no campo das possibilidades.   O potencial sempre aponta para aquilo que pode acontecer. A potência revela aquilo que está acontecendo.   Deus nunca quis que seus filhos fossem apenas pessoas promissoras. Ele quer filhos frutíferos. Há pessoas esperando a promessa acontecer. Mas Deus está esperando que elas retirem o peso. Abandonem o pecado. Percorram novamente a distância. Porque a promessa nunca foi o destino. Ela sempre foi o convite. O destino é o propósito. Quando o peso cai... ...a corrida recomeça. Quando o pecado é vencido... ...a comunhão é restaurada. Quando a distância termina... ...o propósito começa. Então o potencial deixa de ser apenas uma possibilidade escondida dentro de você. Ele se transforma em potência. A promessa deixa de ser apenas algo que você contempla de longe. E passa a ser o propósito que você vive todos os dias para a glória de Deus. Porque o Reino de Deus não precisa de pessoas apenas cheias de potencial. Precisa de homens e mulheres cheios do Espírito Santo, que abandonaram todo peso, venceram o pecado, voltaram para perto do Pai e transformaram o potencial em potência, fazendo da promessa uma vida inteira dedicada ao propósito de Deus.
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